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Rota 18

Estava calmo, tranqüilo, quando ele acorda dizendo:

"Ei! Onde estou? Quem sou eu?
O que são essas palavras que estou dizendo?... Por que estou
dizendo? Como sei o significado dessas coisas?"

Pobre, se entristeceu porque se sentia só. Não entendia o que estava a sua volta. Só sabia dizer "por quê".
Então veio a ele uma luz e lhe contou a verdade. Assim pôde
perceber que grande verdade estava por trás de tudo, e tudo,
fez-lhe sentido.

Começou a entender por que era só, e por quê tudo acontecia para
fazê-lo desistir, entendeu a razão da vida, do universo e tudo mais, e não era um número de dois algarismos. Embora, tudo que
visse se resolvia usando o significado de uma palavra.

Daí não teve mais duvidas, porque tudo que via dentro de si
era relacionado a essa palavra. Antes se sentia só, agora,
diferente, especial...

Arquitetou o plano perfeito, deixou de lado tudo aquilo que fazia mais para se parecer com os outros.

Porém, (...).

Enfim, as nuvens se escureceram. O frio passou a congelar tudo. A neblina era tão forte que mal alguém podia achar algo perdido.
As cores não se diferenciavam. o Salgado, o doce, o azedo e o amargo possuíam o mesmo gosto. as formas se arredondaram. O belo ficou torto.

E por fim... O céu caiu num abismo.

Ouvia se falar que o mundo não era mais mundo. E isso foi se propagando até o mundo não escutar mais nada. Não ver mais nada. Esquecer de que foi algum dia mundo.

A culpa, é dele, que soube o que fazer, mas na hora que precisava ser feito preferiu não preferir nada. Estático ficou, e permanece lá no alto.
De tanto chorar, formou o rio mais negro, como ninguém nunca viu, nem há de ver, pois não existem mais olhos que possam olhar, nem ouvidos que possam escutar.

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