Oney, o carneiro, tinha a pela mais branca de seu rebanho, chifres lustrosos, era o mais belo. Quem o visse, dizia que ele era especial, alguns sábios diziam que ele faria algo grandioso por todo rebanho. Ele, no seu intimo, sabia que era diferente. Não por ser bonito, na verdade, nem se importava tanto com ser ou não o mais belo. Sentia que tinha algo de muito diferente, mesmo antes dos sábios profetizarem. Também, não deixava de se cuidar, costumava se pentear numa das árvores perto de onde costumava ficar. Era muito calmo e amigo, sempre ouvia e gostava de dar bons conselhos. Apesar de ser jovem, Oney, amadurecera depressa demais, não se sentia à vontade com as coisas jovens de sua época, além de achar a maioria das meninas umas cabritas. Queria muito aprender, se melhorar. Grande era sua divisão de virtude, porque se irritava interiormente com tudo de errado que acontecia, e por não ter poder nenhum, abaixava sua cabeça e se lamentava. Na sua vila, muitas histórias contavam de carn...