Nós - seres humanos -, somos um vulcão pronto para explodir. Além de não nos contentar com quase nada, ficamos irritadíssimos com quer seja a folha que caia de uma maneira diferente de nosso agrado.
Quando chove, reclamamos. Quando faz calor, reclamamos. Se o filme tem um final previsível, reclamamos. Se alguém morre no final, reclamamos. Se o pão cai no chão com o recheio para baixo, o sinal fecha, o time do coração perde, o engarrafamento te atrasa, pessoas gritam, o metrô está lotado, alguém deixa a jarra de suco vazia dentro da geladeira, esquecem de puxar a descarga, deixam cabelos no ralo, comem seu último biscoito, um pingo de ar-condicionado cai na cabeça, ..., ou se alguém morre... Reclamamos.
Penso que essa coisa já vem do ser humano, quando desde bebê, choramos pelo tapa inicial, ou por fome.
A gratidão é algo muito raro, e a ambição e a insatisfação, são os incentivadores.
Verdade seja dita, somo imbecis!
Eu por exemplo, por minha culpa, acordei mais tarde do que planejara. Com isso o tempo ficou curto e não tive tempo para comer em casa, nem comprar um biscoitinho na estação porque o trem já vinha.
Chegando a Laranjeiras, fui comprar algo numa grande loja e na hora de pagar uma mulher corta o caminho pela fila de idosos. Ela tinha milhões de compras. Como só estavam funcionando dois caixas por ser muito cedo, e a outra caixa tinha uma velha lenta contadora de moedinhas, que tinha assuntos infinitos para se distrair conversando com a caixa – mesmo que conversando ela perdesse a conta das moedinhas -, fiquei 10 minutos sendo o primeiro da fila.
Eu, bem como qualquer mortal, que apenas queria um biscoito de chocolate da piraquê – o qual também não foi fácil de achar dentro da loja -, tinha todo o direito de reclamar.
Porém ao contemplar o céu... vi as belezas da natureza e me enchi de alegria. Ora, nada me dava o direito de reclamar, de fato.
(Mentira!)
Começou a cair uma chuva fina, me molhando pelos 400m que ainda me faltavam. Comecei xingando a mãe dos árbitros de futebol e terminei xingando com tremendo fervor as mães de todos que estão no congresso. Porém logo desisti e me acalmei, e senti pena de tais mulheres. Ninguém deveria receber um mal tão grande e vergonhoso como esse.
Confesso, fiquei irritado, mas ninguém tem tanta culpa quanto a dor do pranto que pranteia na riqueza de sentimentos nobres de um coração perdido ferido sobressalto amargurado pela dor de uma mente evoluída, embora incompreendida, ou muita das vezes, besta.
Quando chove, reclamamos. Quando faz calor, reclamamos. Se o filme tem um final previsível, reclamamos. Se alguém morre no final, reclamamos. Se o pão cai no chão com o recheio para baixo, o sinal fecha, o time do coração perde, o engarrafamento te atrasa, pessoas gritam, o metrô está lotado, alguém deixa a jarra de suco vazia dentro da geladeira, esquecem de puxar a descarga, deixam cabelos no ralo, comem seu último biscoito, um pingo de ar-condicionado cai na cabeça, ..., ou se alguém morre... Reclamamos.
Penso que essa coisa já vem do ser humano, quando desde bebê, choramos pelo tapa inicial, ou por fome.
A gratidão é algo muito raro, e a ambição e a insatisfação, são os incentivadores.
Verdade seja dita, somo imbecis!
Eu por exemplo, por minha culpa, acordei mais tarde do que planejara. Com isso o tempo ficou curto e não tive tempo para comer em casa, nem comprar um biscoitinho na estação porque o trem já vinha.
Chegando a Laranjeiras, fui comprar algo numa grande loja e na hora de pagar uma mulher corta o caminho pela fila de idosos. Ela tinha milhões de compras. Como só estavam funcionando dois caixas por ser muito cedo, e a outra caixa tinha uma velha lenta contadora de moedinhas, que tinha assuntos infinitos para se distrair conversando com a caixa – mesmo que conversando ela perdesse a conta das moedinhas -, fiquei 10 minutos sendo o primeiro da fila.
Eu, bem como qualquer mortal, que apenas queria um biscoito de chocolate da piraquê – o qual também não foi fácil de achar dentro da loja -, tinha todo o direito de reclamar.
Porém ao contemplar o céu... vi as belezas da natureza e me enchi de alegria. Ora, nada me dava o direito de reclamar, de fato.
(Mentira!)
Começou a cair uma chuva fina, me molhando pelos 400m que ainda me faltavam. Comecei xingando a mãe dos árbitros de futebol e terminei xingando com tremendo fervor as mães de todos que estão no congresso. Porém logo desisti e me acalmei, e senti pena de tais mulheres. Ninguém deveria receber um mal tão grande e vergonhoso como esse.
Confesso, fiquei irritado, mas ninguém tem tanta culpa quanto a dor do pranto que pranteia na riqueza de sentimentos nobres de um coração perdido ferido sobressalto amargurado pela dor de uma mente evoluída, embora incompreendida, ou muita das vezes, besta.
Comentários
Postar um comentário