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Mostrando postagens de abril, 2011

Trocar ou Não Trocar

Não sabia se era, ou não, confortável. Ainda sim me arrisquei, e acertei em sua compra. Fiquei melhor, e cada vez mais. Foi se adaptando ao formato do seu corpo. Um novo mundo que me mostrou outros mundos, e outros que ainda surgem. Agora ela envelheceu. E também sei que daqui alguns meses ela vai mudar radicalmente, pois estar a se romper. Talvez se rompa e fique extremamente anatômica, por outro lado, pode se rasgar completamente me jogando sem piedade ao chão. Penso no quanto ela poderia me dar, embora tenha alguns meses, preciso tomar essa decisão agora, porque encontrei uma poltrona parecida. Receberia - aparentemente - os mesmos benefícios, talvez menos. No fundo queria uma poltrona muito melhor. Dar um salto, ter uma que pudesse me fazer sentir mais do que um simples necessitado de poltrona, queria ter logo aquela que quando alguém entrar na minha casa e a veja, e pense: "Ele tem uma excelente poltrona, ninguém acho que um dia fosse conseguir". Enfim, é a opção sensata...

O que explica?

Filho adotivo de dita esquizofrêcia. Fanático religioso, berram alguns, com certo prazer. Suposta vítima de bullying, chutam. Barbudo, terrorista simpático ao islamismo, classificam. "Animal" é a posição oficial. Assassino premeditado é óbivio. "Ele é portador do vírus HIV, está na carta!" Ninguém lê isso na tal carta, mas repete. Vai que uma dessas explica o Wellington... O que mais me assusta, é o fato de que enquando ele ainda é acusado por todos, cada um querendo um final direrente para ele, mesmo já estando morto. Algumas crianças estão por ai. E sabe-se lá o que se passa por suas cabeças. Barulho? Medo? Sangue? Seu amiguinho recebendo um tiro na mão, no pé, na cabeça? A ânsia de encontrar um motivo, nos afasta de tentar controlar a saúde mental de outras crianças. Todos os criminosos, um dia, foram crianças; sorriam, bricavam e pareciam encarnar o bem.