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Dia de "Folga"

Segunda-feira. Costumava ser o dia que eu mais escrevia. Costumava.
E neste segunda, resolvi não ir trabalhar para ir ao banco resolver meu financiamento.
Depois de vencer a preguiça tentadora de ficar em casa sem fazer nada, fui ao banco. Porque a final, era por isso que estava em casa, que coisa.

Pensei que, por ser dia de semana, não estaria cheio. Epic Fail!

Estava lá uma multidão de donas de casa e idosos, as “raças” mais lentas e irritantes.
Nada contra, as donas de casa e os idosos, mas tem situações que são terrivelmente irritantes, como neste caso.
Não sabia aonde ir para resolver meu caso, então precisava de uma informação. Achei melhor perguntar para o cara que estava sentado no lugar onde estava escrito “informações”, pois o julguei capaz de me dar uma(Genial minha idéia).

Ele não sabia.

¬¬’

Foi de um lado ao outro, e quando voltou disse “deve ser naquela fila”...
Filho! O cara ganha para isso... E nem sabe como funciona os procedimentos.
Já devia ter me acostumado de ver essas coisas, mas isso não é uma coisa boa de se acostumar, se esta ruim assim.
Ah, e a fila tinha que ser a maior, claro.

Meu primeiro cenário de diversão foram duas filas, a preferencial e a minha, que ainda não sei para que serve, ou seja, já posso trabalhar num banco federal no setor de informação, porque o pré-requisito é: não saiba de nada. Nunca.

Neste pude identificar cenas clássicas, como: a tela de senha que sempre erra a direção do caixa, o cara que fica horas na fila errada, o cara que se emputesse e acha que ficar xingando falando mal de tudo vai ser bem atendido, o senhor que puxa assunto com você mesmo você não querendo papo algum, o senhor que se acha o dono da verdade, as senhoras que ouvem as histórias do velho, os atendentes com caras de bunda que estão todos os dias ali e não sabem dar uma informação útil(de novo). Além disso, vi coisas – digamos – “interessantes”: o cara analfabeto que não conseguia alguém para ajudar ele; a mulher com uma menina quase do tamanho dela no colo na fila de prioritária para idosos, gestantes, deficientes, e mães com crianças de TAMANHO NORMAL no colo; entre coisas que se eu lembrar, escrevo depois.

Quando finalmente cheguei para ser atendido... Adivinha! A mulher não sabia. (novidade)
Então fez algumas ligações, mexeu – ou fingir mexer – no computador. No final, me disse: “pega uma senha ali e vai no atendimento do segundo andar”.

¬¬’

Meus olhos saltaram, minha vontade era de pular o balcão e estrangulá-la!

...

Mentira. Estava me divertindo. Nem liguei.
Por ter reparado que a fila preferencial era maior que qualquer outra, vi que os velinhos são burro mesmo. Qualquer fila seria mais rápida. Daí comecei a imaginar os velho de abada curtindo uma micareta... Enfim, viajando muito, no velho estilo que só eu sei fazer.

Ao subir, me preparava para ver uma nova multidão de pessoas com sede te tentar me irritar, mas não conseguiriam, meu humor estava muito bom.

Não deu outra. Conforme ia subindo as escadas, as cabeças das pessoas iam aparecendo, e conforme as cabeças se multiplicavam, minha mão chegava mais perto de testa.
Parei, respirei e dei aquela passada de mão da testa a nuca. Lembrei dos velhos com abada. (relaxei)
Um inferno muito maior do de lá de baixo (do banco, primeiro andar). Cheguei pensar que teria que faltar uma semana de trabalho até que eu fosse atendido.
Meu bom humor estava prestes a ser corrompido, quando vi que D5001 numa outra tela escondida, e meu era D5002.

Tem coisas que não devemos questionar, como:” porque me deram uma senha preferencial”, ou “porque minha fatura do cartão veio um terço do que eu previa?”.

Meu humor quase foi abaixo na hora em que a menina disse só a gerente poderia resolver aquilo para mim e ela não estava neste dia no trabalho.

¬¬’

(funcionário publico, convivi com eles por um bom tempo, sei bem como é)
Pensei em chorar, em me jogar duma ponte, esperar ficar velho para usar um abada, mas decidi que comeria um doritos.

Eu estava na porta da loja de doces distraído com alguma coisa na cabeça(não lembro se tinha algo com abada, mas me distraia). Queria entrar mas tinha um moça na minha frente tentando se abaixar com uma criança de colo – do tamanho que uma tem que ser de fato – para pegar uma moeda e eu fiquei esperando. Depois de muito sacrifício, ela pegou e saiu resmungando pela falta de gentileza das pessoas, e umas outras senhoras concordando... Daí caiu a ficha, eu era o marginalizado.
Poxa! Eu estava distraído. Vi, mas num vi. Ah, whatever!
O pior que não tinha meu doritos na loja.

¬¬’

Era melhor ir para casa. Quando uma coisa da errado, e a seguinte também... Vai que... Sei lá.

Porém, acho que depois de doritos, uma coisa que gosto muito é bolinho de aipim, e tinha um logo na frente.
O lugar era imundo. Avaliei os riscos que estava correndo, mais eu só sabia em pensar nos velhos gritando chiclete, então comi o suculento bolinho de aipim.
Uma merda!
Voltei a pensar na idéia da ponte, talvez fosse melhor para minha saúde.

Cheguei em casa, enfim iria fazer nada, sozinho, com um monte de pessoas na internet. Internet?
...is offline

¬¬’

Então, não consegui resolver meu financiamento, vou ter que faltar outro dia, a hora vai passando, a internet até agora não da sinais de vida, eu fico aqui digitando essas besteiras, e a dor no estômago fica cada vez pior.

Moral da história: Quando a moça dos salgadinhos gordurosos for pegar o menor, não diga “ô tia, tem como pegar o grandão dali, não?”. Porque se eu não tivesse dito isso meu estomago estaria doendo menos. #fikdik

Comentários

  1. to imaginando o idoso de abada gritando chiclete e não consigo parar de pensar....rs

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