Bem... Meu nome é Adriano e faz 23 minutos que não falo uma bobagem.
Eu quero parar.
Me sinto muito bobo.
Prometi com um amigo que diminuiríamos o nosso ritmo de bobagens. Faríamos como uma dieta de calorias, seria a dieta de bobagem.
Ao invés de contar as calorias, cada bobagem teria um peso. No início as bobagens valeriam entre 1 e 10, e o máximo por dia de bobagens seriam de 3000 pontos. Não sei como ou quem diria os valores para cada uma, mas essa seria um que valeria uns 10 pontos e pelo visto as demais também. Contudo, seriamos limitados a 300.
Não sei se consigo sobreviver com apenas isso, ainda mais hoje que recebi tanta inspiração para escrever, o que não acontecia já algum tempo. Antes eram parágrafos escritos e muitos apagados - salvo alguns que foram parar no Google Docs, que ainda não sei se virarão post’s.
Hoje resolvi entrar para o Bobólicos Anônimos para tentar me recuperar. Contei sobre a dieta de bobeiras, super bem aceita pelos outros membros, e continuei contando minhas coisas:
Andei pensando em como as coisas acontecem.
Ta, eu penso nisso sempre, mas hoje de uma forma diferente.
Tá... Isso já faço, mas de uma maneira diferente acentuada e... Ponto.
Pensei na forma em que as coisas acontecem - daquele jeito que expliquei - e achei muito impressionante a forma que elas acontecem.
Dizem que as coisas acontecem em seu tempo, e nós que não sabemos esperar.
Cá entre nós, eu odeio esperar.
Então, sem esperar encontrei amigos... Não amigos de faculdade que fazem/não trabalhos com você, mas amigos que possuem algo para compartilhar. Possuem até propostas legais: ser seu fiador, carona, pegar um freelancer, festas, "falta em seu trabalho que eu falto o meu pra gente beber o dia todo", a irmã da namorada, jogar vídeo game com ele e sua namorada, ou “Aah, faz o trabalho você, Adriano”.
Amigos que pretendo levar para a vida toda, e sempre ter uma piada interna para deixar os outros sem entender: Tipo: "Ai brendinha!"
Com isso, relaxei e as coisas parecem acontecer.
Só que quem eu quero que seja a protagonista de tudo é o "acontecer".
Acontece, que algumas coisas acontecem, outras não acontecem, outras queremos que aconteçam...
Redundante? Hum... Não nessa minha linha de pensamento.
Se um dia a Amélia, uma borboleta com lindo nome - eu que dei - fosse voando de encontro a uma linda rosa vermelha - sem nome - e no caminho por acaso passasse muito próximo do ouvido de Maria, que deu um grito quando sentiu um inseto passando pertíssimo de sua orelha com um zumbido medonho, no exato momento que João - mesmo tento o nome sugestivo, não é nada de Maria, e nem a conhece - tomasse um susto com seu grito, na hora que sua moto fosse passando numa lombada - quebra-mola ou afins - fazendo-o cair na frente de uma Kombi de verduras do seu Tião, que por sua vez, teve que frear bruscamente, afim de não quebrar os ovos que levava para casa de Dnª Elena, que esperava ansiosamente para bater o bolo para sua neta aniversariante, Rachel, apelidada de Racha por sua tia desde que ainda era um bebezinho e não sabia nem falar as palavras que apresentadora usava quando, infelizmente, tinha que interromper dois desenhos seguidos: "amor amor, já já tem mais para você".
Consegue entender porque o seu Tião usa uma Kombi de verduras para vender ovos?
A culpa não é da borboleta, nem da falta do bolo da Racha, nem mesmo de Joaquim que ficou em casa e mandou o João ir entregar os documentos que o chefe de sua empresa precisaria para...
- Chega! -Gritaram - E logo me expulsaram da sala dos bobos por falar bobagens demais.
Sai de lá ainda com o pensamento:
Se um dia eu encontrar de uma forma inusitada a pessoa tão especial.
Se quando eu a visse pela primeira vez estivesse com minha pior barba, pior camisa, pior sapato, pior cara, pior cabelo de numa noite que não dormi tão bem.
Estivesse na minha frente toda atrapalhada, eu querendo ajudar e ela meio sem graça pelo fato de eu estar a segurando, eu tentando ser gentil mesmo ainda antes de ter ouvido alguma coisa que fizesse me sentir numa manha tão boa e diferente, ensolarada.
Se nessa manha tentar falar tudo para ela o que eu reservei dizer para alguém que achei que pudesse conhecer no momento certo.
Se ela me fizesse voltar acreditar em tudo que eu imagino não existir mais.
Ela entenderia? Acharia bobo... Fato. Mas entenderia que é um bobo para disfarçar tudo aquilo que tenta fugir, mas acaba fugindo em vão, e sempre volta ao posto de bobo, por ser diferente, falando bobagens?
Isso me incomodou em como agir com as escolhas, pois elas mudam tudo (outra coisa redundante, mas dentro do meu contexto). Porque sabendo o que é certo e errado, geralmente acabo tomando a escolha errada. Quando penso saber o que é certo, acabo errando novamente. Até mesmo quando jogo uma moeda ou peço para alguém escolher para mim, dá a escolha errada.
Como conseguir escolher uma pessoa exata para suprir um buraco de uma pessoal especial, e como tentar completar uma vaga importante para a outra?
Seria mais que uma escolha certa, ou mais do que milhões de borboletas voarem e causassem milhões de fatores para quem precise estar, esteja ali, no momento que também estará. Mais que palavras ditas/não ditas, ou impressões a primeira vista, dúvidas se há crase ou não, puxo assunto/ qual? Ou não?
Seria uma conversa de olhos sem precisar de palavras. Uma pequena fagulha, de algo tão bom, que um dia tem que ser verdade.
Como qualquer boa dieta - a de bobagens - só começa na segunda.
Eu quero parar.
Me sinto muito bobo.
Prometi com um amigo que diminuiríamos o nosso ritmo de bobagens. Faríamos como uma dieta de calorias, seria a dieta de bobagem.
Ao invés de contar as calorias, cada bobagem teria um peso. No início as bobagens valeriam entre 1 e 10, e o máximo por dia de bobagens seriam de 3000 pontos. Não sei como ou quem diria os valores para cada uma, mas essa seria um que valeria uns 10 pontos e pelo visto as demais também. Contudo, seriamos limitados a 300.
Não sei se consigo sobreviver com apenas isso, ainda mais hoje que recebi tanta inspiração para escrever, o que não acontecia já algum tempo. Antes eram parágrafos escritos e muitos apagados - salvo alguns que foram parar no Google Docs, que ainda não sei se virarão post’s.
Hoje resolvi entrar para o Bobólicos Anônimos para tentar me recuperar. Contei sobre a dieta de bobeiras, super bem aceita pelos outros membros, e continuei contando minhas coisas:
Andei pensando em como as coisas acontecem.
Ta, eu penso nisso sempre, mas hoje de uma forma diferente.
Tá... Isso já faço, mas de uma maneira diferente acentuada e... Ponto.
Pensei na forma em que as coisas acontecem - daquele jeito que expliquei - e achei muito impressionante a forma que elas acontecem.
Dizem que as coisas acontecem em seu tempo, e nós que não sabemos esperar.
Cá entre nós, eu odeio esperar.
Então, sem esperar encontrei amigos... Não amigos de faculdade que fazem/não trabalhos com você, mas amigos que possuem algo para compartilhar. Possuem até propostas legais: ser seu fiador, carona, pegar um freelancer, festas, "falta em seu trabalho que eu falto o meu pra gente beber o dia todo", a irmã da namorada, jogar vídeo game com ele e sua namorada, ou “Aah, faz o trabalho você, Adriano”.
Amigos que pretendo levar para a vida toda, e sempre ter uma piada interna para deixar os outros sem entender: Tipo: "Ai brendinha!"
Com isso, relaxei e as coisas parecem acontecer.
Só que quem eu quero que seja a protagonista de tudo é o "acontecer".
Acontece, que algumas coisas acontecem, outras não acontecem, outras queremos que aconteçam...
Redundante? Hum... Não nessa minha linha de pensamento.
Se um dia a Amélia, uma borboleta com lindo nome - eu que dei - fosse voando de encontro a uma linda rosa vermelha - sem nome - e no caminho por acaso passasse muito próximo do ouvido de Maria, que deu um grito quando sentiu um inseto passando pertíssimo de sua orelha com um zumbido medonho, no exato momento que João - mesmo tento o nome sugestivo, não é nada de Maria, e nem a conhece - tomasse um susto com seu grito, na hora que sua moto fosse passando numa lombada - quebra-mola ou afins - fazendo-o cair na frente de uma Kombi de verduras do seu Tião, que por sua vez, teve que frear bruscamente, afim de não quebrar os ovos que levava para casa de Dnª Elena, que esperava ansiosamente para bater o bolo para sua neta aniversariante, Rachel, apelidada de Racha por sua tia desde que ainda era um bebezinho e não sabia nem falar as palavras que apresentadora usava quando, infelizmente, tinha que interromper dois desenhos seguidos: "amor amor, já já tem mais para você".
Consegue entender porque o seu Tião usa uma Kombi de verduras para vender ovos?
A culpa não é da borboleta, nem da falta do bolo da Racha, nem mesmo de Joaquim que ficou em casa e mandou o João ir entregar os documentos que o chefe de sua empresa precisaria para...
- Chega! -Gritaram - E logo me expulsaram da sala dos bobos por falar bobagens demais.
Sai de lá ainda com o pensamento:
Se um dia eu encontrar de uma forma inusitada a pessoa tão especial.
Se quando eu a visse pela primeira vez estivesse com minha pior barba, pior camisa, pior sapato, pior cara, pior cabelo de numa noite que não dormi tão bem.
Estivesse na minha frente toda atrapalhada, eu querendo ajudar e ela meio sem graça pelo fato de eu estar a segurando, eu tentando ser gentil mesmo ainda antes de ter ouvido alguma coisa que fizesse me sentir numa manha tão boa e diferente, ensolarada.
Se nessa manha tentar falar tudo para ela o que eu reservei dizer para alguém que achei que pudesse conhecer no momento certo.
Se ela me fizesse voltar acreditar em tudo que eu imagino não existir mais.
Ela entenderia? Acharia bobo... Fato. Mas entenderia que é um bobo para disfarçar tudo aquilo que tenta fugir, mas acaba fugindo em vão, e sempre volta ao posto de bobo, por ser diferente, falando bobagens?
Isso me incomodou em como agir com as escolhas, pois elas mudam tudo (outra coisa redundante, mas dentro do meu contexto). Porque sabendo o que é certo e errado, geralmente acabo tomando a escolha errada. Quando penso saber o que é certo, acabo errando novamente. Até mesmo quando jogo uma moeda ou peço para alguém escolher para mim, dá a escolha errada.
Como conseguir escolher uma pessoa exata para suprir um buraco de uma pessoal especial, e como tentar completar uma vaga importante para a outra?
Seria mais que uma escolha certa, ou mais do que milhões de borboletas voarem e causassem milhões de fatores para quem precise estar, esteja ali, no momento que também estará. Mais que palavras ditas/não ditas, ou impressões a primeira vista, dúvidas se há crase ou não, puxo assunto/ qual? Ou não?
Seria uma conversa de olhos sem precisar de palavras. Uma pequena fagulha, de algo tão bom, que um dia tem que ser verdade.
Como qualquer boa dieta - a de bobagens - só começa na segunda.
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