
Procurando uma maneira de fechar os olhos
Como um atirador a espreita segurando o riso
Encolhendo-se do vendo que balança os galhos
Correndo as dedos em torno de um piso
Delirando com desejos que nunca expôs
Quanto mais longe vai só vê a fumaça
Predizendo um caminho que nunca transpôs
Tentando escapar de qualquer desgraça
Ele finge ter um caminho sem encontro
Suas expectativas, geralmente, ficam aquém
Até tenta chegar em algum ponto
Porém não acha, ele finge muito bem
Querendo dinheiro e um sócio para um negócio
Caminhando não para para tirar um galho
Está lutando contra o árduo ócio
Quatro dias sem nenhum trabalho
Fez de suas aventuras um passatempo
Diante da vida se achou um recruta
Foi de: descrever malucos do centro
Até brincar de ser psicanalista de puta
Bem, ninguém mantém sem alguém
Recém refém porém quem tem
Em armazém também desdém
Vaivém acém além vintém, amém.
Hadouken, Cólera do dragão
Kamehamera, raio de trovão
gostei!
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