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Mais um bocejo lacrimejante

Almocei. Agora é respirar fundo e controlar o sono.
Mais um dia. É segunda por sinal, dia que minhas ideias estão prontas a serem cuspidas no google docs, cerca de 85% das vezes escrevo besteira e fico sem coragem para postar.

Sempre depois do almoço o corpo vai ficando lento, e leeento, e m-a-i-s l-e-n-t-o... E quantas vezes me peguei dormindo sentado no trabalho.
Hoje talvez não, almocei salada de legumes e verduras e um peito de frango grelhado. Uma comida leve. Apesar, de mesmo assim os olhos estarem mais pesados. (bocejo)

...

(outro bocejo correndo as duas mãos para trás da cabeça)

...

(descruza uma perna e cruza a outra)

Quando mais jovem, adorava chegar da escola, tomar aquele banho - nem sempre -, almoçar e dormir vendo "uma turminha do barulho aprontando várias confusões" na seção da tarde.
Depois cresci e me parece que o corpo nunca mais vai parar de pedir um soninho vespertino.
Pior só ficaria se eu fosse ler algum livro. Sem dúvidas eu leria 10 páginas e sequer entenderia a 2ª página, e na 11ª eu acordaria sem saber o que se passou nos últimos dez anos da minha vida.
Claro que eu lembraria dos últimos dez da minha vida, logo após eu ler a segunda página novamente - a primeira também serviria.
Tanto, que eu lembro dos dez últimos anos da minha vida, aquela transição menino/rapaz/homem.
É, onze anos... Estava eu lá... Um pobre "mininu" sem experiência, sem saber o que viria pela longa jornada.

(aqui eu apaguei quase 30 linhas de como foi resumido esse tempo, porem não preciso mostrar que eu sei o que aconteceu, existem coisas que não podem/devem ser apagadas, mas não necessariamente terão de ser expostas)

Enfim... o menino cresceu e hoje até se parece com um homem.
Parece, porque tem coisas que ele finge tão bem, que ele mesmo consegue acreditar e passar um imagem de segurança. (os cursos de teatro não foram em vão)
Mais um mundo criado para mim, para meu ego super ultra master, que 500km acharia pouco para escapar dele. Ao menos tenho um bom coração e vou roubar o emprego do meu chefe. (pelo que diz Suzanne White)

(outro bocejo seguido de lacrimejo)
Nunca um mundo que criei deu tanto certo. Esse era perfeito. Tinha muitas coisas de causar inveja, mas estou deixado-as partirem... Essa irrealidade está real demais, eu já comecei assumir que não sou mais quem sou - nas reais condições -, está se tornando irreversível, melhor parar, ou melhor, ficar parado. Só preciso conter automatização das coisas, já estou fazendo coisas sem querer, sem querer muito, nem uma parte de mim quer e eu fiz/falo/vou/... Me conter de meu mundo, é um bom plano.
Não é o que pensa, não tenho dupla personalidade, ou três ou quatro... Mas não tenho a definida.
Vivo querendo me melhorar, me tornar um pessoa admirável para si próprio.
Só o que não muda na personalidade, é querer encostar a cabeça do velho menino num travesseiro depois do almoço.

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