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I can't see whomever i am today

Estou frio. Não sai mais nada de mim.
Primeiro congelaram os sentimentos, depois as palavras e agora, os dedos.
Os pensamentos importantes, hoje, passo a vassoura, chuto para o ralo, puxo a descarga ou simplesmente fecho os olhos.
O que me fazia sorrir, me fez chorar. Hoje, no máximo, puxo um pouquinho de ar para os pulmões e... Só.
O Empenho se foi. Se faço algo, é por falta do que fazer.
As palavras que poderiam ser bem postas e trabalhadas, se perdem em meio de "deixa pra lá".
Um gesto de carinho, de compaixão, de gradidão... foram subistituidos por uma abraço seco seguidos de dois papinhas nas costas.
O brilho dos astros na noite deixaram de ser os protagonistas para serem espectadores de uma vida de que nem se importa mais em admira-los.
O novo e legal, se tornou velho, ultrapassado, sem graça, chato, entediante, massante, insuportável.
Amigos?! Uns vão, outros aparecem, novos surgem, vão os velhos e os novos, vem... Ficam nessa punheta.
Mulheres... é um capítulo, ou melhor, um série a parte. Já foi o tempo que se procuravam as meninas de família, hoje, se você encontrar uma que não seja maluca, louve! A moda são as histéricas...
Família. Essa serviria para te dar apoio abrigo. No meu caso, roupa passada, comida no prato, cama arrumada, contas pagas, minha lista de músicas baixadas, meu perfume no lugar e invioládo, e saber o paradeiro exato de pelo menos um de meus pares de chinelo.
Porem, cada um tem seus problemas e juntar numa casa pessoas com seus difentes tipos assolações, e mais, cada um ter a obrigação de ouvir o que um tem a dizer... Chega! Quero morar sozinho. (Irrefutável)

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