Quando criança, contamos os dias para o natal...Me lembro quando encontrei meu "sonhado" presente.
O coração disparou.
Os olhos mais abertos do mundo não se desviavam da maravilhosa realidade, Papai Noel.
Claro, fui um bom menino, tinha excelentes notas e comportamento sempre elogiado nas reuniões entre pais e mestres.
Nunca respondia os mais velhos, respeitava mãe e pai.
Logicamente, merecia "O Presente"...
Esperava ansioso o dia de natal.
Quando meu sonho se tornaria real.
Liberdade, era o que representava uma bicicleta.
O mundo sendo jogado para trás ao meu lado.
Seria como no meu sonho. Tinha certeza.
Então depois de me distraírem eis que surge o presente, algo um pouco menor do esperado.
Apesar de ter pedido uma bicicleta, de ter sonhado com o vento batendo na rosto.
Aquele carrinho embrulhado em cima da janela não me tirou a emoção...
Me acanhei, confesso, mas não se apagou o brilho do Natal.
Todos falavam da grande magia.
Magia tal, que reunia família, esqueciam-se as briga, erros eram perdoados, ajudava pessoas doentes ou carentes, nos trazia lembranças de bons tempos,
de boas pessoas que já partiram e nos fizeram felizes (ou não, mas nos fazem falta).
Trazia junto com um ano novo, a perspectiva de um de ano "Novo".
Novas esperanças, renovação das forças de lutar pelo que queremos, sonhos.
Me deixei levar por esse "encanto natalino" e não me importei do capeta da escola ganhar os melhores presentes, a final, meu mundo de sonhos eram sonhos...
O tempo passa...
...já tinha minha bicicleta. Do que me importa? eu queria um super video game, ganhei um meia boca, mas o capeta continua a ganhar os melhores presentes.
Percebi que mesmo tento as qualidades para ganhar os melhores presentes meu Papai Noel era mais pobre.
Então, me moldei assim. Aprendendo e me conformando com o melhor do meu Papai Noel, porque ele , realmente se esforçava e fazia seu melhor.
Meu sorriso de felicidade não era tão feliz, era tímido, porem ainda existia.
E a aquela baboseira de Magia, descobri ser pura sacanagem...
Não existe!
O bem, deveria ser exercido todos os dias, não uma vez ao ano. Isso é pouco.
Revoltante a ignorância com que esse assunto era - ou ainda é - tratado.
Não existe magia, existe uma máscara que é posta uma vez ao ano para que no próximo ano tornem a "encapetar" de novo.
Pois bem, do fundo da alma, agradeço a Deus por mais uma ano, pela saúde, família, por mais um milhão de coisas que faz por mim e a maioria nem percebo. E independente do Papai Noel que tive, tive algo ainda bem maior. Aprendi a ser quem sou.
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